quinta-feira, 10 de março de 2016

Em Minas, escola de boxe é criada com o nome de Marighella

Logotipo da Escola de Boxe Marighella.

 Em setembro de 2015, um professor de educação física teve como iniciativa a criação de uma escola de boxe voluntária no interior de Minas Gerais. Na cidade de Itabirito, que está localizada há 57 km de Belo Horizonte, deu-se a criação da Escola de Boxe Marighella, projeto acontece num bairro simples da jurisdição e visa atrair o público infanto-juvenil para participar de atividades de luta, como é o pugilismo.

 Sendo o projeto, algo de espontânea voluntariedade, a escola se mantém a partir de rifas que são feitas para a compra de materiais, necessários ao treino, e também de patrocínios de comerciantes da localidade. Conta o professor Alexandre Sérvulo que a academia leva o nome de Carlos Marighella porque o reconhece como um dos maiores heróis nacionais, que lutou pela justiça e contra a opressão do homem pelo homem.
De preto no centro, o percursor do projeto Alexandre Sérvulo ao lado dos alunos. Ao fundo, um poster de Marighella.
- Apesar de não ter sido boxeador, Marighella foi um grande lutador pelos ideais de justiça e praticava e reconhecia a importância de atividades físicas. - conta o professor.

 A escola tem como intuito também formar ótimos boxeadores e a consciência crítica dos que participam. Dessa forma, parte do treinamento é dedicado a filmes, discussões, frases e tudo mais que sirva para desenvolver a consciência da importância tanto da luta nos ringues, quanto da luta por um mundo mais justo.

- No final de cada treino fazemos saudação a Carlos Marighella. - completou Alexandre.
Alunos do projeto com o livro "Ditados, Provérbios e ditos populares".
Marighella e o boxe

 Se o percursor da escola admira a disposição de Marighella, de forma recíproca o ex-guerrilheiro era admirador do boxe. Nos ringues, o mulato baiano era fã de Éder Jofre, tido por alguns como o maior peso-galo da história. Certa feita, nos tempos da ditadura militar, Marighella chegava a largar as reuniões do PCB para assistir pela televisão as lutas do pugilista.

 Conhecido como "Galinho de Ouro", Éder Jofre era sobrinho de Waldemar Zumbano, que por sua vez, era camarada de Marighella. Como conta a biografia "Marighella: o guerrilheiro que incendiou o mundo", escrita por Mário Magalhães, Zumbano por volta de 1930: "...era um boxeur que devido á perseguição policial vivia peregrinando pelo interior a desafiar fortões. Como sua identificação lhe custaria a liberdade, ele adotara o nome de Frank Éder, que uma irmã eternizou, em 1936, ao batizar o filho como Éder. O menino Éder Jofre se transformaria no maior lutador do boxe brasileiro, conquistaria os cinturões mundiais dos pesos galo e pena e teria como fã o capoerista Marighella.". 

E.C. Vitória e o boxe:

 Apesar de não ser um clube com atletas voltados para o boxe, o Vitória possui atletas no taekwondo, no judô, jiu-jitsu e no MMA. Por sua vez, o baiano Acelino "Popó" Freitas, um dos maiores nome do pugilismo no Brasil é torcedor nato do Leão da Barra, tendo sido um dos integrantes da principal organizada do clube, a Torcida Uniformizada Os Imbatíveis.
O boxeador Popó no centro da imagem junto de outros membros da TUI.


Por: Milton Filho

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