terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Como o futebol explica o fascismo na Polônia

Torcida do Legia Varsóvia com a faixa "100% anti-antifa".

 A Polônia foi proclamada como república popular pós-segunda guerra mundial, sendo tida como um "estado satélite". A onda anticomunista cresceu no país após o período revisionista de Nikita Kruschev, entre a década de 60 e 70. Foi em território polaco que o metalúrgico Lech Walesa criou o sindicato Solidariedade, com o intuito de promover a oposição ao governo.

 O Solidariedade angariou diversos cidadãos, mobilizando-os contra o governo. Parte deles eram torcedores torcedores do Lechia Gdansk. Estes grupos de hooligans, após aderir ao anti-comunismo de Walesa posteriormente acentuaram-se como pró-fascismo, destino de outras torcidas de grande porte da Polônia e do continente europeu.
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Sharks, a torcida do Wisla Cracóvia em Roma.
 Os relatos de um dos hooligans do Lechia Gdansk no documentário The Real Football Factories informa que havia militares rondando os bairros onde os mesmos se concentravam. Por isso, seus protestos aconteciam nas arquibancadas e após as partidas, onde os hooligans bradavam frases como:  

"Em árvores
Em vez de folhas
Vamos enforcar
Os comunistas"
Grupo anti-comunista da cidade de Varsóvia.
 Isso culminou pra que os torcedores poloneses viessem a virar símbolo, enquanto o Solideriade chegava ao poder através de Walesa. A dita independência polaca veio e com ela a violência no meio futebolístico que se acentuou entre as torcidas. Isso culminou pra que o fascismo ganhasse força entre os torcedores da Polônia. Na atualidade, times como o Legia Varsóvia e o Wisla Cracóvia e o Cracóvia possuem torcidas que geralmente brigam entre si, mas compartem do mesmo repúdio pelo comunismo, aportando-se na extrema-direita, algo que é muito propagado em meio as arquibancadas, onde pode-se encontrar anti-antifas, white-powers e anti-semitas, além de outros torcedores que se opõem as minorias.
Hooligans do Lechia Gdansk se opondo a imigração turca.
 Apesar da onda crescente de fascismo em solo polonês, ainda há anti-fascistas. Como um dos hooligans diz no documentário de Danny Dyer, a sociedade se dividiu após a mudança governamental. Mesmo estratificada, boa parte destes torcedores seguiram a fundo o sentimento anti-comunista, mas por outro lado ainda há grupos de Antifas, como o Divisão 161, que contou com a presença de seus líderes na Inglaterra, onde Greg (um dos militantes) denunciou os casos de fascismo correntes na Polônia, afirmando que o grupo participa frequentemente de manifestações anti-fascistas.
Divisão 161, o grupo antifascista polonês.
                                                                                                                                 

Um comentário:

  1. Comunismo na Polônia me lembra uma palavra Gulag e Nazismo auschwitz

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