segunda-feira, 1 de junho de 2020
Os Sete Pecados da Guerrilha Urbana
Trecho retirado do Mini-manual do Guerrilheiro Urbano, escrito por Carlos Marighella
"Assim como a guerrilha urbana aplica suas técnicas revolucionárias com rigorosidade e precisão, obedece às regras de segurança, ela ainda está vulnerável aos erros. Não há uma guerrilha urbana perfeita. O que se pode fazer é manter seu esforço em diminuir sua margem de erro porque não é perfeita. Um dos métodos que podemos utilizar para diminuir a margem de erro é conhecer os sete pecados da guerrilha urbana e tratar de evitá-los.
O primeiro pecado da guerrilha urbana é a pouca experiência. A guerrilha urbana, cega por seu pecado, pensa que o inimigo é estúpido, não considera sua inteligência, crendo que tudo é fácil e, como resultado, deixa pistas que podem causar seu desastre. Por sua pouca experiência, a guerrilha urbana pode sobrestimar as forças do inimigo, crendo que eles são mais fortes que ela. Deixando-se enganar por sua presunção, a guerrilha urbana então se intimida, fica insegura e indecisa, paralisada e falta de audácia.
O segundo pecado da guerrilha urbana é vangloriar-se de suas ações completadas e espalhá-lo aos quatro ventos.
O terceiro pecado da guerrilha urbana é vaidade. A guerrilha urbana que padece deste pecado trata de resolver seus problemas da revolução com ações nas cidade, mas sem preocupar-se com os princípios e sobrevivência da guerrilha em zonas rurais. Cegada por seu triunfo, ela começa a organizar ações que considera decisivas e que colocam em jogo todas as forças e recursos da organização. Já que não podemos interromper a luta guerrilheira nas cidades enquanto que a guerra rural não tenha estourado, nós sempre corremos o erro fatal de permitir que o inimigo nos ataque com golpes decisivos.
O quarto pecado da guerrilha urbana é de exagerar sua força e tentar fazer projetos que lhe faltam forças e, ainda, não tem a infra-estrutura requerida.
O quinto pecado do guerrilheiro urbano é a ação precipitada. O guerrilheiro urbano que comete este pecado perde a paciência, sofre um ataque de nervos, não espera por nada, e se joga impetuosamente na ação, sofrendo perdas inapreciáveis.
O sexto pecado do guerrilheiro urbano é atacar o inimigo quando eles estão mais enfurecidos.
O sétimo pecado do guerrilheiro urbano é o de não planejar as coisas e atuar improvisadamente."
segunda-feira, 25 de maio de 2020
LOCKDOWN FUTEBOL CLUBE
quinta-feira, 21 de maio de 2020
NÃO PINTEM O GENOCÍDIO COM AS NOSSAS CORES!
Pesquisas recentes mostram que a grande maioria dos soteropolitanos desaprova o governo genocida de Bolsonaro. Essa rejeição tem muitas origens e vem desde a eleição, quando Bolsonaro teve apenas 31% dos votos válidos em Salvador. Um presidente que menospreza os nordestinos, as vidas dos mais pobres, ameaça a democracia e retira diretos dos trabalhadores não poderia ter de nós outra coisa a não ser o desprezo.
Nós, torcedores rubro-negros, estamos incluídos neste grupo de cidadãos que desaprova o governo Bolsonaro, ainda mais agora, diante das medidas desastradas e negacionistas adotadas para lidar com a crise sanitária e da defesa cada dia mais exacerbada do golpe de Estado. Presenteá-lo com a nossa camisa, feito realizado por um deputado do PSL do Rio Grande do Sul, é uma afronta para nós!
Pior do que isso, entretanto, é o dirigente máximo do clube ter gostado da ideia ao afirmar que “[Bolsonaro] estar com a camisa do Vitória é motivo de importância para nós. A imagem só se potencializa. Tem amplo prestígio popular”. Não, Paulo Carneiro, vestir um genocida com as nossas cores não é motivo de orgulho e só degrada a imagem do clube.
Por isso, nós, torcedores dos coletivos abaixo-assinados, repudiamos o deputado gaúcho do PSL por se passar por nosso representante e também o presidente do EC Vitória por continuar atrelando a imagem do clube a esse governo que leva o país rapidamente para a pior crise da nossa história. Quem continuar legitimando o atual presidente da República entrará para a História da pior forma possível. Nós, torcedores rubro-negros, estaremos do outro lado, defendendo a democracia e as vidas das pessoas.
Salvador, 21 de maio de 2020.
Assinam:
Brigada Marighella
Frente Vitória Popular
Elas Na Bancada
ECVideos
As Rubro-Negras
NêgoCast
VitoriAju
Memórias do Leão
Irônicos do Barradão
Somos Vitória
Resenha do Leão
quarta-feira, 13 de maio de 2020
Parabéns, Vitória!
Hoje, 13 de maio, é aniversário do nosso Vitória. Não poderíamos deixar de exaltar o amor ao clube e à sua torcida plural. Vibrando com as glorias ou lamentando os insucessos, seguimos sempre fiéis, acreditando em dias melhores de um clube forte, democrático e popular.
É pelo Vitória que gritamos, cantamos e enfrentamos a precária mobilidade urbana de Salvador para chegar ao nosso maior patrimônio: o Barradão. É pelo Vitória que pagamos ingressos muitas vezes com valores acima da realidade da nossa torcida ou nos associamos quando muitos outros boletos continuam em aberto. Apesar disso tudo, muitas vezes não somos reconhecidos pelo nosso esforço e dedicação.
Hoje seria dia de vestir o manto e destilar o nosso orgulho dessas cores por todas as partes do país. Porém o momento é de precaução e respeito às orientações dos órgãos oficiais de saúde e de ação conjunta e solidária. Vai ficar para a próxima o churrasco no estacionamento. Precisamos respeitar o distanciamento social como forma de salvar vidas, mesmo que seja doloroso para a torcida rubro-negra não comemorar junta neste 13 de maio de 2020.
É com muita saudade no peito que aqui lhe desejamos parabéns e afirmamos que é com você que somos felizes. Em breve, vamos te aguardar chegar no Barradão, onde o Leão ruge mais alto e mais forte, para fazermos aquela festa como de costume.
Este momento vai passar. Quem tem 121 anos já passou por tudo, inclusive outra pandemia. E estamos aqui, vivos e nos reinventando. Em breve, pintaremos as ruas de rubro-negro novamente. Até lá, se possível, respeitem o isolamento social, FIQUEM EM CASA!
Saudações Rubro-Negras!
Brigada Marighella
#Vitória121Anos
segunda-feira, 11 de maio de 2020
NOVA RÁDIO LIBERTADORA: O trabalho nos tempos de pandemia
Está no ar o episódio #02 da Nova Rádio Libertadora, o podcast da Brigada Marighella!
Neste episódio conversamos com Denis Soares, militante sindical de longas datas e editor do blog Trampo; e contamos ainda com vários depoimentos de trabalhadores relatando o novo cotidiano.
Quais são os impactos da pandemia nas relações de trabalho? Quais são os desafios apresentados para os movimentos sociais? Quais setores dos trabalhadores são mais impactos? Vem com a gente na busca dessas respostas!
Para ouvir, basta acessar o link abaixo. O podcast encontra-se disponível também nas demais plataformas:
https://open.spotify.com/episode/74RAaycuvdWRb78ehZoLqw?si=nGhUriK8Qp-5eWkrzHTI8w
segunda-feira, 27 de abril de 2020
ESTÁ NO AR A NOVA RÁDIO LIBERTADORA!
Atenão! Está no ar o novo podcast da Brigada Marighella, a Nova Rádio Libertadora. No episódio #1 do nosso podcast, debatemos a pandemia do covid-19 com uma especialista, além de trazer um relato exclusivo de NY, a cidade mais afetada pelo vírus.
Para ouvir bastar acessar o link abaixo. O podcast encontra-se disponível também nas demais plataformas.
https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy8xZWI2NWUwNC9wb2RjYXN0L3Jzcw/episode/MTVhMjY1NGUtMDJiNi00MzFjLWIzYzctNTdjZjI0OWVkNDg4?ep=14
quinta-feira, 12 de março de 2020
FOCO NA TORCIDA, EC VITÓRIA!
Reconhecemos que, até então, o trabalho feito dentro de campo é melhor do que o dos anos anteriores, apesar de ainda estar longe daquilo que a nossa torcida e a história do nosso clube exigem e merecem. Os problemas fora de campo, por sua vez, se agravam e as tímidas melhorias em campo não devem servir para esconder os erros graves da atual diretoria.
Frequentemente, o atual presidente do Vitória deprecia a torcida com áudios ou desfere ataques nas redes sociais. Isso não é postura de um presidente! O maior patrimônio de qualquer clube é a sua torcida, é ela a razão de existir de um clube de futebol. Já o presidente é um funcionário de todos os torcedores e torcedoras, eleito por nós, pago por nós.
Como se não bastassem as ofensas públicas, em dias de jogos, a torcida tem sofrido com as condições do estádio que tanto ama. Banheiros cheios e insalubres, bebidas quentes, longas filas, tumultos e péssimo atendimento são problemas enfrentados em todas as partidas, mesmo em quando o público é reduzido.
Além disso, a setorização feita por Paulo Carneiro é um absurdo! Muitas vezes, o espaço destinado ao Plano Rubi não tem um único torcedor. Os bares e banheiros daquele setor ficam ociosos, enquanto os do restante do estádio estão sobrecarregados.
Não precisamos transformar o Barradão em uma arena para oferecer à nossa torcida o mínimo de dignidade. Intervenções pontuais e inteligentes melhorariam significativamente o conforto no estádio.
Ressaltamos ainda que é cobrada insistentemente do torcedor a associação, o que concordamos que deve ser feito, porém o atendimento nas centrais é péssimo e o site do SMV é ultrapassado e funciona de forma bem abaixo da necessidade, apresentando problemas técnicos recorrentes. Torcedoras e torcedores que moram fora de Salvador continuam completamente desassistidos pelo clube. Na última campanha de associação feita, o clube não se preparou a contento, o que pode ter impossibilitado um melhor resultado.
Além de resolver o péssimo atendimento prestado à torcida, dentro e fora do Barradão, o clube precisa realizar ações para atrair o público. Os ingressos têm valores altos para jogos de baixo interesse e para a realidade soteropolitana, não há mais ações antes e durante os jogos, não há mais ingresso popular.
A torcida do Vitória tem sofrido nos últimos anos e a confiança e engajamento voltarão, aos poucos, se o clube for inteligente e souber recuperar a nossa autoestima, para além de apresentar bons times. Para que isso aconteça, também é necessário que o Barradão volte a ser o local da festa, do encontro entre torcedores(as), um lugar agradável para as famílias, para os jovens, para as crianças, para as mulheres, para pessoas de todas as orientações sexuais.
Nesse sentido, os ataques aos torcedores e às torcedoras devem cessar imediatamente. Os serviços e equipamentos do Barradão precisam ser melhorados e a setorização deve ser repensada imediatamente. Exigimos respeito!
Foco na torcida e no trabalho, Paulo Carneiro!
Brigada Marighella
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