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quinta-feira, 12 de março de 2020

FOCO NA TORCIDA, EC VITÓRIA!


Nos últimos anos, o EC Vitória trouxe muito desgosto a nós, torcedoras e torcedores, principalmente dentro de campo. O resultado disso, além do rebaixamento, foi a eleição de Paulo Carneiro. Sem esperança, a torcida apostou no passado.

Reconhecemos que, até então, o trabalho feito dentro de campo é melhor do que o dos anos anteriores, apesar de ainda estar longe daquilo que a nossa torcida e a história do nosso clube exigem e merecem. Os problemas fora de campo, por sua vez, se agravam e as tímidas melhorias em campo não devem servir para esconder os erros graves da atual diretoria.

Frequentemente, o atual presidente do Vitória deprecia a torcida com áudios ou desfere ataques nas redes sociais. Isso não é postura de um presidente! O maior patrimônio de qualquer clube é a sua torcida, é ela a razão de existir de um clube de futebol. Já o presidente é um funcionário de todos os torcedores e torcedoras, eleito por nós, pago por nós.

Como se não bastassem as ofensas públicas, em dias de jogos, a torcida tem sofrido com as condições do estádio que tanto ama. Banheiros cheios e insalubres, bebidas quentes, longas filas, tumultos e péssimo atendimento são problemas enfrentados em todas as partidas, mesmo em quando o público é reduzido.

Além disso, a setorização feita por Paulo Carneiro é um absurdo! Muitas vezes, o espaço destinado ao Plano Rubi não tem um único torcedor. Os bares e banheiros daquele setor ficam ociosos, enquanto os do restante do estádio estão sobrecarregados.

Não precisamos transformar o Barradão em uma arena para oferecer à nossa torcida o mínimo de dignidade. Intervenções pontuais e inteligentes melhorariam significativamente o conforto no estádio.

Ressaltamos ainda que é cobrada insistentemente do torcedor a associação, o que concordamos que deve ser feito, porém o atendimento nas centrais é péssimo e o site do SMV é ultrapassado e funciona de forma bem abaixo da necessidade, apresentando problemas técnicos recorrentes. Torcedoras e torcedores que moram fora de Salvador continuam completamente desassistidos pelo clube. Na última campanha de associação feita, o clube não se preparou a contento, o que pode ter impossibilitado um melhor resultado.

Além de resolver o péssimo atendimento prestado à torcida, dentro e fora do Barradão, o clube precisa realizar ações para atrair o público. Os ingressos têm valores altos para jogos de baixo interesse e para a realidade soteropolitana, não há mais ações antes e durante os jogos, não há mais ingresso popular.

A torcida do Vitória tem sofrido nos últimos anos e a confiança e engajamento voltarão, aos poucos, se o clube for inteligente e souber recuperar a nossa autoestima, para além de apresentar bons times. Para que isso aconteça, também é necessário que o Barradão volte a ser o local da festa, do encontro entre torcedores(as), um lugar agradável para as famílias, para os jovens, para as crianças, para as mulheres, para pessoas de todas as orientações sexuais.

Nesse sentido, os ataques aos torcedores e às torcedoras devem cessar imediatamente. Os serviços e equipamentos do Barradão precisam ser melhorados e a setorização deve ser repensada imediatamente. Exigimos respeito!

Foco na torcida e no trabalho, Paulo Carneiro!

Brigada Marighella

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

PELO FIM DA TORCIDA ÚNICA NO BAVI


Por total incompetência dos órgãos responsáveis, o BAVI - maior clássico do futebol nordestino - acontecerá, mais uma vez, com torcida única, justamente na partida que é o maior cartão postal do futebol baiano e um dos mais tradicionais do futebol brasileiro. No clássico do próximo domingo, 01/03, o Barradão continuará alijado de todas as cores da festa, pois estará vigente a absurda imposição da torcida única.

Esta proibição deveria ser motivo de estranhamento, haja vista que empobrece a festa, tornando-a incompleta e carente de sentido. Contudo, a medida continua sendo vista com naturalidade pela grande imprensa, que evita tratar do assunto, trazendo ares de normalidade para uma decisão absurda.

Infelizmente, vemos ainda alguns torcedores embarcando nesta verdadeira proibição do livre direito de torcer. O argumento daqueles que deveriam garantir este direito é o combate à violência. Contudo, este combate não se mostra efetivado na prática, haja vista que não se verificou redução da violência com a medida, que se mostra completamente ineficaz, e precisando acabar urgentemente!

Via de regra, os eventuais conflitos entre torcidas são verificados em outros pontos da cidade, longe, portanto, dos estádios. O que também mostra que o clássico com torcida única em nada contribui para a redução da violência que teoricamente se pretende atingir.

É preciso que haja um planejamento com todas as partes diretamente envolvidas na construção do BAVI para que seja garantido o livre direito de torcer com segurança e melhores condições nos estádio para todas as torcidas.

Esta seguirá sendo a nossa bandeira! Continuaremos lutando para que nenhum time entre em campo desfalcado do seu 12º jogador, a razão maior de existir do futebol. Não poderemos ser impedidos do nosso direito de torcer e amar nosso clube. Futebol é festa, futebol é estádio!


Torcidas:

Brigada Marighella

Bahia Antifascista

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Sim à popularização, não à setorização!


Apesar de a atual diretoria ter começado a gestão dizendo que “não existe esse negócio de popular, o Vitória tem que parar com isso”, fomos surpreendidos durante a semana com a proposta de setorização do Barradão, justificada pela disponibilização de ingressos de baixo custo.

Uma boa notícia?

Sim e não. Sim, pois defendemos um clube de ingressos populares, assim Paulo Carneiro foi, mais uma vez, derrotado em seu projeto de elitizar o Vitória; não, pois somos contra a setorização do Barradão, o maior patrimônio (material e imaterial) do clube.

Setorizar é elitizar

Além de reservar os lugares com melhor visibilidade para torcedores com maior poder aquisitivo, o projeto de setorização também reforça o abismo entre mais ricos e mais pobres. Porém todos nós devemos ter os mesmos direitos!

O estádio de futebol é um dos poucos lugares em que o direito de circular livremente pelos espaços é igualmente garantido a todos, unidos pelo seu amor a um clube. Setorizar significa, literalmente, colocar o pobre “no seu devido lugar”, discurso repetido e enfatizado pelas elites em diversos espaços e momentos da sociedade.

Setorizar não garante o aumento das receitas do clube

O aumento da receita com a setorização é o argumento defendido por muitos torcedores. Entretanto, ele não leva em consideração o tipo de equipamento e a composição social da torcida, o que torna perigosa a importação de modelos relativamente bem-sucedidos, no quesito financeiro, aplicados em outros clubes. O tiro pode sair pela culatra!

Já parou para pensar que talvez a torcida do Vitória não compre a ideia, pois não pode pagar mais do que já paga ou não tenha interesse em pagar mais pelo produto hoje oferecido?! E não nos referimos ao Barradão, que precisa mesmo de reformas, mas ao time e o seu futebol de péssima qualidade. Afinal, não é isso que está acontecendo com a fatídica escolha de migrarmos para a Fonte Nova?!

É preciso ser inteligente

Se, por um lado, investir nos planos de sócios tem se mostrado um caminho sem volta, por outro, é possível garantir a presença de todos os torcedores juntos. É possível oferecer planos mais caros a quem puder pagar, dando em troca benefícios que não interfiram no direito irrestrito de torcer e circular pelo estádio, a exemplo de brindes, descontos em produtos e ações focadas neste público de maior renda. Definitivamente, não há necessidade de dividir os torcedores em espaços distintos.

O Barradão é o nosso diferencial

O Barradão é um estádio que resguarda o seu caráter democrático, onde torcedores de várias classes sociais podem se encontrar e fazer juntos a festa. Essa é a nossa identidade, esse é o nosso diferencial. Abrir mão disso é descaracterizar a nossa bela cultura torcedora.

Está na hora da diretoria do clube entender isso e usar desse potencial para tirar o Vitória da crise. Por isso, defendemos um estádio sem setorização, onde todas as classes possam se encontrar para apoiar o time.

Brigada Marighella

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Setembro Amarelo


No dia 17/09, no auditório do Sindicato dos Bancários, ocorreu a palestra de prevenção ao suicídio, promovido pelo coletivo feminino do Vitória (Leoas da Barra, Comando Feminino da TUI, Elas na Bancada, Loucas pelo ECV e a Brigada Marighella, através do núcleo Brigada Dandara).

Os diálogos foram desenvolvidos diante das exposições das psicólogas Raquel Fernandes e Tamires Sales e ficou claro que falar de suicídio, conhecer as causas que o antecedem e as formas de preveni-lo, é um caminho de olhar com cuidado para uma saúde mental fragilizada.

A campanha "Setembro Amarelo" acontece todo mês de setembro e foi proposta pelo Centro de Valorização da Vida - CVC. Serve de alerta para a sociedade como um todo.

No caso deste debate promovido por um coletivo de torcedoras, foi comprovado que, para além da arquibancada, há uma compreensão que as diversas expressões da questão social interferem no conjunto de pessoas que sentam nas arquibancadas para ver os jogos. Ou seja, partir de uma luta de popularização do futebol é entender que a acessibilidade aos jogos está conectada, também, a um bom estado de saúde mental.

Uma pessoa assídua aos jogos que "do nada" deixa de frequentá-los por causa de uma crise de pânico ou ansiedade, ao assistir uma palestra dessa percebe que sua paixão pelo seu time condiz com suas lutas internas nos estágios de vulnerabilidade.

Saiba que não é falta de fé ou força e que você não está só!

Procure a rede de proteção mais próxima de sua casa, procure um posto de saúde, saiba que há atendimentos gratuitos em faculdades de psicologia e que você pode ligar para o CVC para pedir ajuda através do número 188.

Brigada Dandara

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Torcedoras do Vitória contra o fascismo


O direito à participação das mulheres no futebol nem sempre foi assegurado, de modo que ainda observamos resquícios de uma lógica que inferioriza, deslegitima e questiona a participação feminina, resumindo o seu papel ao mero "embelezamento" dos estádios.

Nos elencos profissionais persistem disparidades de investimento e valorização, sendo o E.C.Vitória um dos poucos clubes do Brasil a investir nas mulheres jogadoras, o que evidencia o compromisso do time com o protagonismo das atletas.

No entanto, nós torcedoras do rubro-negro ainda vivenciamos situações desconfortáveis a exemplo das já ultrapassadas "piadas" machistas, ofensas direcionadas às mulheres (mães, esposas), escassez de materiais femininos, insegurança no entorno dos estádios (especialmente para os jogos que terminam às 00:00), dentre outros fatos naturalizados.

Dessa forma, e cientes dos desafios que se colocam para consolidação da participação feminina na esfera pública e no futebol em particular, é que nós rubro-negras vimos a público denunciar e repudiar o posicionamento racista, misógino, lgbtfóbico e anti-povo do candidato Jair Bolsonaro (PSL) que se coloca como claro obstáculo à ampliação e garantia dos direitos historicamente conquistados pelas mulheres brasileiras ao longo dos últimos anos.

Um parlamentar que homenageia torturadores acusados de práticas degradantes contra mulheres durante o regime militar, que incluía estupros, agressões e a colocação de ratos em seus órgãos genitais, advoga pela redução da já insuficiente licença-maternidade, defende a diferenças salariais pela condição de gênero e apresenta projetos de lei que negam assistência às mulheres vítimas de violência sexual pelo SUS, é incompatível não apenas com o projeto político que acreditamos, mas com o próprio Estado Democrático de Direito.

Em tempo, convidamos todos e todas a comparecer neste sábado (29) às 15h no Campo Grande para o grande ato nacional contra o facismo!

Subscrevem essa nota:

Bete Dantas (Sócia do ECV/Torcida Os Imbatíveis)
Elisa Gallo (Sócia do ECV/Brigada Marighella)
Poliana Rebouças (Sócia do ECV/ Brigada Marighella)
Fernanda Castro (Brigada Marighella)
Fernanda Leite (Torcedora do Vitória)
Manuela Silveira (Sócia ECV/Brigada Marighella)
Gabriela de Gardênia (Brigada Marighella)
Cecília Silva (Sócia ECV/Brigada Marighella)
Marilia Nascimento Pinto (Brigada Marighella/Instituto Araçá)
Cajuh Almeida (2ª Diretora de Universidades Publicas da UNE)
Lorena Lima (Torcedora e professora de História)
Liana Leite (Conselheira do ECV)
Erika Souza (Conselheira do ECV)
Barbara Ribeiro (Conselheira do ECV)
Juliana Malhado (Conselheira do ECV)
Lilian Garrido (Conselheira do ECV)
Luana Soares (Brigada Marighella/CONEN-BA)
Karen Machado (Sócia do ECV/Torcida Os Imbatíveis )
Láisa Franco (Torcedora do Esporte Clube Vitória/ Torcida Os Imbatíveis)
Ilana Santos ( Torcedora e Técnica em Logística)
Jamile Brito - Sócia Torcida Os Imbatíveis / cabeleireira
Leila Feitosa (Torcedora do ECV/Leoas da Barra)
Pricila Costa (Torcida Os Imbatíveis)
Luiza Guimarães (Torcedora do ECV)
Fernanda Glória (Torcedora do ECV/Torcida Os Imbatíveis )
Juliana Maltez (Socióloga/Torcedora do Vitória)
Mayra Kelly (sócia do ECV/ Torcida Os Imbatíveis)
Maria Teresa (Torcida Os Imbatíveis)
Laís Paulo (Torcedora do ECV/ Assistente Social )
Maria Vitória Macena ( Torcedora do ECV)
Jessica Matos (Torcedora do ECV/ Educadora)
Maria da Paixão Murici ( Conselheira ECV)
Sergiane Santos ( Torcedora do ECV)
Lorena Silva (Torcedora do ECV )
Carolina de Jesus Silva ( Torcedora do ECV)
Ingrid Franco (Torcedora do ECV/ Estudante de Engenharia )
Bruna Menezes (Torcedora do ECV / Graduada no curso de Serviço Social pelo UFBA / Militante Feminista)
Natália Vieira (Torcedora do ECV/ Torcida Os Imbatíveis)
Maria de Lourdes Guimarães Dourado (Assistente Social / Torcedora do ECV)
Iasmim Ornelas (Torcedora do ECV)
Amanda Silva (Torcedora do ECV)
Larissa Franco ( Torcedora do ECV/ Estudante de Arquitetura e Urbanismo)
Marina Rosado (Assistente Social)
Gabriela Martins de Oliveira (Torcedora do ECV)
Ivana Santos (Torcedora do Esporte Clube Vitória/ Estudante de Artes na Universidade Federal da Bahia
Grazielle Freitas (Torcedora do Vitória)
Michele Sodré (Professora de história e torcedora)
Emili Gonçalves dos Anjos (Torcedora ECV)
Indianara Santos Nascimento (Torcedora do Vitória)
Natália Bugarin (Torcedora do vitória)
Dejaci Santos Silva(Torcedora do ECV/ Coordenadora Pedagógica)
Denise Silva de Souza (Torcedora do ECV/ Coordenadora Pedagógica)
Denise Serra Costa (Professora / Torcedora do ECV)
Sandra Carla Oliveira ( Torcedora do ECV)
Sandra Cristina Souza( Torcedora do ECV)
Iara Magalhães Miranda Santos (Torcedora do ECV)
Mila D'oliveira (Sócia do ECV)
Clara Dourado (Sócia do ECV)
Lailla Santana (Torcedora do ECV/ Torcida Os Imbatíveis)
Lara Rios (Sócia do ECV)
Fátima Uane ( Torcedora do ECV)
Luana Beatriz ( Torcedora do ECV / Sócia da Torcida Os Imbatíveis)
Rosiele Alves (Torcedora do ECV)
Lara Salles (Torcedora do ECV)
Laís Santana (Torcedora do ECV)
Thaís Caldas (Torcedora do ECV)
Michele de Jesus (Sócia do ECV/ Torcida Os Imbatíveis)
Keila Santos (Administradora/ Sócia do ECV)
Rute Santana (Torcedora ECV)

Wesley (Sócio/ Brigada Marighella)
Donato de Assis (Sócio ECV/ Vitória Popular/ Brigada Marighella)
Diego de Assis (Sócio do ECV/ Vitória Popular/Brigada Marighella)
Frederico Neto (Brigada Marighella/ Vitória Raiz
Vítor S S Santos (Brigada Marighella)
Vinícius Calmon (Diretor da UBES/ Sócio do ECV)
Davi Leite (/Brigada Marighela)
Eduardo Pereira (Brigada Mariguela)
Marivaldo Cerqueira (Brigada Marighella)
Rafael Matos (Sócio ECV/Brigada Marighella)
Artur Mota (Sócio ECV/Brigada Marighella
Caio Fernandes ( Professor de História)
Rafael Portela (Brigada Marighella)
Sheltom Aragão (Brigada Marighella/ Professor de Português)
Diogo Ferreira de Almeida Rêgo (Sócio do ecv - brigada marighella - professor de administração)
Lucas Grisi (Sócio do ECV/ Brigada Marighella)
Rafael Lucas (Vitória Popular)
Icaro Simões - Sócio do ECV / Brigada Marighella
Bendito Carlos Libório Caires - Professor de Educação física da Universidade Federal de Sergipe - Brigada Marighella - Diretor Nacional ANDES-SN
Wendel Raposo (Sócio ECV/Recanto Rubro-negro)
Laércio Santos /FNL E torcedor do ECV
Luís Carlos Santana (Sócio do ECV / Profissional de Educação Física)
Tarcísio Mota Cardoso (Sócio do ECV/ Brigada Marighella)
Felipe Mota (Sócio ECV/Torcida Os imbatíveis)
Maurício Cerqueira (Sócio do ECV)
Ricardo Oliveira (Sócio do ECV/Torcida Os Imbatíveis)
Welber Magalhães (Torcedor do ECV / Residente Multiprofissional em Saúde)
Vinicius Araújo (Sócio ECV/Torcida Os Imbatíveis)
Eduardo Lima (Torcida Os Imbatíveis/ Sócio do ECV)
Mário Smith ( Brigada Marighella/ Artista / Membro do Comitê Internacional de Dança)
Maiquel Vinicius dos Santos e Santos (Sócio do ECV / Técnico em Plásticos)
Adam Alves ( Torcedor do ECV)
Luís Vinicius ( Sócio do ECV)
Daniel Caribé (Sócio do ECV/Brigada Marighella)
Leonardo Vitorino ( Sócio ECV / Brigada Marighella)
Rubem de Sousa Marques Filho ( Sócio ECV/ Sócio Torcida os Imbatíveis/ Educador Físico)
Marcelo Fernandes Pereira da Silva (Torcedor do ECV)
Enderson Araújo (Torcedor do ECV/ Mídia Periférica)
Felipe da Mata (Sócio2 ECV)
Tiago Bittencourt (Conselheiro/ Vitória Sem Fronteiras)
Vitor Sarno Brasília/DF (Brigada Marighella/Vitória Candango)
Antonio Teixeira (Brigada Marighella)
José Guerra Conselheiro/Vitória Candango/Brigada Marighella
Fernando Tolentino (Sócio, Conselheiro, Brigada Marighella Candang
Elissandro Trindade (sócio ecv/ frente vitória popular
Guto Noronha (torcedor ECV / Militante LGBTIQ+)
Ícaro Vergne (Brigada Marighella)
Vinícius Alem (Brigada Marighella)
Emanoel Tadeu Dias (Professor e membro da Brigada Marighella)
Rafael Bastos (sócio torcedor, Brigada Marighella e Vitória 40 graus - RJ)
Samuel Matos (Sócio ECV)
Cauã Dominguez (Torcedor do Vitória/Cadeira cativa)
André Maron (Brigada Marighella)
Dudu Ribeiro (Brigada Marighella)
DJ Bomfim (Torcedor do ECV/ Levante Popular da Juventude)
Fábio Sacramento (torcedor do ECV)
Rafael Dourado (Sócio ECV/Brigada Marighella)
Tiago Jerran (Sócio/Conselheiro ECV)
Anderson Nunes ( Sócio do ECV / Conselheiro do ECV)
Irlan Simões ( Coselheiro / PPGCOM/ UERJ)
Fábio Monteiro (Jornalista)
Victor Iury Alcântara (Torcedor do ECV/Fisioterapeuta e Professor de Jiu-Jitsu)
Jurandir Júnior (Torcedor do ECV)
João Paulo Guimarães da Silva (Torcedor do ECV/ Os Imbatíveis)
Pedro Tavares (Torcedor do ECV/ Servidor Público)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Como o futebol explica o fascismo na Polônia

Torcida do Legia Varsóvia com a faixa "100% anti-antifa".


 A Polônia foi proclamada como república popular pós-segunda guerra mundial, sendo tida como um "estado satélite". A onda anticomunista cresceu no país após o período revisionista de Nikita Kruschev, entre a década de 60 e 70. Foi em território polaco que o metalúrgico Lech Walesa criou o sindicato Solidariedade, com o intuito de promover a oposição ao governo.

 O Solidariedade angariou diversos cidadãos, mobilizando-os contra o governo. Parte deles eram torcedores torcedores do Lechia Gdansk. Estes grupos de hooligans, após aderir ao anti-comunismo de Walesa posteriormente acentuaram-se como pró-fascismo, destino de outras torcidas de grande porte da Polônia e do continente europeu.

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Sharks, a torcida do Wisla Cracóvia em Roma.
 Os relatos de um dos hooligans do Lechia Gdansk no documentário The Real Football Factories informa que havia militares rondando os bairros onde os mesmos se concentravam. Por isso, seus protestos aconteciam nas arquibancadas e após as partidas, onde os hooligans bradavam frases como:  

"Em árvores
Em vez de folhas
Vamos enforcar
Os comunistas"

Grupo anti-comunista da cidade de Varsóvia.
 Isso culminou pra que os torcedores poloneses viessem a virar símbolo, enquanto o Solideriade chegava ao poder através de Walesa. A dita independência polaca veio e com ela a violência no meio futebolístico que se acentuou entre as torcidas. Isso culminou pra que o fascismo ganhasse força entre os torcedores da Polônia. Na atualidade, times como o Legia Varsóvia e o Wisla Cracóvia e o Cracóvia possuem torcidas que geralmente brigam entre si, mas compartem do mesmo repúdio pelo comunismo, aportando-se na extrema-direita, algo que é muito propagado em meio as arquibancadas, onde pode-se encontrar anti-antifas, white-powers e anti-semitas, além de outros torcedores que se opõem as minorias.

Hooligans do Lechia Gdansk se opondo a imigração turca.
 Apesar da onda crescente de fascismo em solo polonês, ainda há anti-fascistas. Como um dos hooligans diz no documentário de Danny Dyer, a sociedade se dividiu após a mudança governamental. Mesmo estratificada, boa parte destes torcedores seguiram a fundo o sentimento anti-comunista, mas por outro lado ainda há grupos de Antifas, como o Divisão 161, que contou com a presença de seus líderes na Inglaterra, onde Greg (um dos militantes) denunciou os casos de fascismo correntes na Polônia, afirmando que o grupo participa frequentemente de manifestações anti-fascistas.
Divisão 161, o grupo antifascista polonês.