As eleições no Vitória estão marcadas por entrevistas e discursos acalorados, fakenews, ofensas pessoais e institucionais, além de muitas promessas vãs e quase nenhum debate de ideias.
Pouco se fala sobre as propostas das chapas, especialmente daquelas que pleiteiam o Conselho Diretor (presidência do clube). É uma síntese da política nacional: o velho se traveste de novo, aparece como salvação, única opção, e cria inimigos fictícios para inflar o apoio dos seus seguidores no famoso “toma lá, dá cá”.
É preocupante a falta de propostas para fortalecer a nossa tão recente democracia. Da mesma forma, são assustadores os ataques que a democracia rubro-negra vem sofrendo dos seus famosos oligarcas, os quais se juntaram em torno de um projeto (qual mesmo?) para vencer essas eleições.
Estes senhores se acham donos do Vitória e se incomodam com a perda de poder que a abertura democrática do clube lhes proporciona. O poder na mão do povo, na mão da torcida e dos sócios do clube, é uma afronta pra quem já se acostumou a querer domar, controlar e enjaular nosso Leão.
O ex presidente Paulo Carneiro, e atual candidato de umas das chapas, é o maior representante desta oligarquia. Destratou inúmeras vezes o torcedor, o rebaixou, e ainda perseguia quem fazia oposição, tanto na torcida como na imprensa. Caso ganhe a eleição, alguém duvida que repetirá seu modo de gerir o clube baseado no “manda quem pode, obedece quem tem juízo” e “quem não quiser, que procure outro canto”? Aquela conhecida política do Barradão como quintal de casa, não é mesmo?
Entendemos que as duas últimas gestões foram desastrosas. A torcida está descrente com o clube, preocupada com o futuro e desesperada para superar essa situação. Esse é o nosso atual sentimento, mas não podemos deixar que isso possa levar muitos a uma escolha contrária aos próprios princípios.
Temos convicção que a torcida do Vitória não quer uma pessoa que parece ter torcido para o fracasso do clube para assumir o poder, que já foi acusada de racismo, que anda com o autoritarismo debaixo do braço, foi dirigente do rival, que é acusado de falsificar documentos e enriquecer indevidamente às custas do clube, que se vangloria de comprar árbitros e oferecer malas de dinheiro à jogadores, que minimiza a importância do futebol feminino e da mulher no esporte, dentre outras coisas.
Demonstramos nossa preocupação especialmente com o possível regresso da desastrosa aventura do Vitória S/A, que nos levou à Série C, com a venda de inúmeros jogadores para atender aos interesses de "investidores", com dívidas que ainda hoje pagamos, e que deixou o clube na mão de um grupo denunciado posteriormente por envolvimento em fraudes no mercado financeiro.
Esse modelo, inclusive, só agravou o endividamento dos clubes de países como Chile, Espanha, Portugal e Itália, sem apresentar crescimento real dos clubes locais no patamar internacional. Não dá pra confiar que dará certo no Vitória. Por qual motivo nenhum outro grande clube do Brasil entrou nesta onda? Será que seus dirigentes são “burros” ou “atrasados”?
Vale lembrar ainda que desde que foi expulso do Vitória, Paulo Carneiro não realizou nenhum trabalho de grande destaque. No Atlético Paranaense em 2016, por exemplo, teve sua saída festejada pela torcida. Por que acreditar que, no Vitória, não repetirá seus últimos fracassos?
O Vitória é maior do que qualquer crise e muito maior do qualquer dirigente! O Vitória é de seus torcedores e torcedoras! O Vitória é de seus leões e suas leoas, não dos carneirinhos!
Brigada Marighella
terça-feira, 23 de abril de 2019
sábado, 30 de março de 2019
GOL CONTRA: DITADURA MILITAR IMPÔS DERROTA AO BRASIL
Os coletivos e torcidas antifascistas vêm a público manifestar total repúdio ao incentivo irresponsável do presidente da República, Jair Bolsonaro, para que as Forças Armadas comemorem o golpe contra a democracia ocorrido em 31 de Março de 1964, no qual foi deposto o legítimo presidente João Goulart.
Hoje, em tempos de pós-verdade, a direita nacional procura difundir uma ficção em torno do período da Ditadura Militar, entre 1964 e 1985.
Afirmam que “salvaram o Brasil do comunismo”, que “só bandidos foram presos”, que a “corrupção foi extinta” e que “houve grande crescimento econômico”.
Na verdade, trata-se de uma coleção de mentiras e falsidades. O governo Goulart não era comunista e apenas propunha tímidas reformas de interesse popular.
Nestes 21 anos de terror de Estado, operários, camponeses, índios, estudantes, professores, advogados, jornalistas, religiosos, entre outros cidadãos corretos e dignos, foram presos e torturados apenas por divergir do regime autoritário.
No total, segundo farta documentação da Comissão da Verdade, 6.591 militares foram presos, torturados ou mortos durante esse período.
Muitas mulheres sofreram durante a repressão, liderada por delinquentes sádicos como Sérgio Paranhos Fleury e Brilhante Ustra, este último ídolo do fascista Jair Bolsonaro.
A cultura do estupro punitivo vigorou em boa parte dos “anos de chumbo”. Muitas dessas companheiras foram torturadas e depois assassinadas.
Hoje, historiadores e jornalistas mostram que também bebês, crianças e adolescentes sofreram nas mãos cruéis dos repressores.
O regime militar foi, sobretudo, corrupto. Os escândalos eram, no entanto, abafados por meio da censura à imprensa. Desviava-se dinheiro em obras faraônicas, como a rodovia Transamazônica.
Os casos Capemi, Lutfalla, Coroa-Brastel, entre outros, mostram que a corrupção era uma marca do regime.
O chamado “Milagre Econômico” foi fugaz e gerou benefício duradouro a poucos privilegiados. Na Ditadura Militar, marcado pelo êxodo rural, o Brasil assistiu à multiplicação de favelas e ao inchaço daquelas já existentes.
Os golpistas de 1964 geraram concentração de renda, atraso tecnológico e uma inflação galopante, que empobreceu os brasileiros.
O esporte serviu para manipular a opinião pública, fenômeno ufanista que ficou claro durante a Copa de 1970, quando o presidente Médici aproveitou a conquista da Seleção Brasileira para calar opositores e reprimir os movimentos pela democracia.
Naquela época, até mesmo a escalação da Seleção Brasileira sofria com as ingerências do governo fardado.
O esporte, como instrumento educativo e de socialização, sofreu tremendamente com o regime infame instituído em 31 de Março. Muitos atletas foram torturados e assassinados, como Helenira Rezende e Carlos Alberto Soares Freitas, do basquete, e os remadores José Huberto Bronca e Eremias Delizoicov. E também caiu na luta o boxeador Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão.
Foram muitos os perseguidos no futebol, como o técnico e jornalista João Saldanha.
Muitos jogadores também sofreram com a repressão, alguns presos, outros sabotados, como Nando, irmão de Zico; Sócrates, Afonsinho, Reinaldo, Tostão e Wladimir.
Foi também durante a Ditadura Militar que se iniciou o processo de criminalização das torcidas de futebol, consideradas como possíveis células subversivas. Naqueles anos, centenas de torcedores foram presos e muitos sofreram com a tortura em delegacias e centros de interrogatórios.
É preciso, portanto, que os brasileiros acordem e resgatem a verdadeira história da Ditadura Militar e se conscientizem dos perigos representados pelo fascismo, um inimigo do esporte das multidões.
No Brasil, o 31 de Março iniciou um 7 a 1 contra a democracia e a civilidade. Que seja lembrado como o início de um período de ignorância e barbárie.
Que possamos recuperar a verdade, instaurar uma cultura de paz e anular este “gol contra” que o fascista Bolsonaro marcou contra todos os brasileiros.
Assinam este manifesto:
ABC F. C. Antifascistas
AnarcomuAmerica
Avaí Antifascista
Azulão Antifascista
Bafomunistas (Comercial-SP Antifascista)
Bancada Alviceleste
Belo Antifa
Botafogo Antifascista
Brigada Marighella
CAP antifa
Coletivo Democracia Corinthiana
Coletivo Democracia SantaCruzense
Coletivo Elis Vive
Coletivo Popular Alvinegro
Coral Antifa
Coringão Antifa
Coritiba Antifascista
Esquerda Rubro-Negra
Esquerda Vascaína
Flamengo Antifascista
Flamengo da Gente
Fluminense Antifascista
Frente Esquadrão Popular
Frente Inter Antifascista
Gipão Antifascista
Goytacaz Antifascista
Meca Antifa
MFLP - 54
Movimento Esmeraldino Antifascista
Movimento Grêmio Antifascista
Movimento Popular Coral
Movimento Remo Antifascista
Movimento Toda Poderosa Corinthiana
Palmeiras Antifascista
Porcominas
Porcomunas
Portuguesa Antifascista
Resistência Azul Popular
Resistência Tricolor Antifascista
Resistência Tricolor - Fortaleza
Timbu antifa
Torcedores e Torcedoras pela Democracia
Torcida Antifascista Sport
Treze Antifascista
Tribuna 77
Tricolores de Esquerda
Ultras Resistência Coral
Vasco Antifascista
Vozão Antifascista
Xavantes Antifascistas
sexta-feira, 22 de março de 2019
Posição da Brigada Marighella em relação às eleições no EC Vitória
A Brigada Marighella informa que não apoiará nenhuma das chapas que disputarão as próximas eleições no Vitória. Mesmo entendendo que há diferenças profundas entre elas, reservamo-nos a outro papel: o de promover uma cultura de liberdade e tolerância nas arquibancadas do Barradão, combatendo todas as formas de fascismo, além de apoiar as mais diversas lutas sociais.
Com isso, colocamo-nos também enquanto defensores intransigentes da democratização e da popularização do Vitória, entendendo que essa defesa vai além de um processo eleitoral: é uma luta cotidiana e permanente.
Dito isso, a Brigada Marighella delibera que seus membros estão liberados para apoiar e participar de qualquer uma das chapas. Essa posição repete a das últimas eleições, portanto a atuação ou apoio dos membros em qualquer pleito não está e nunca esteve vinculada à existência da Brigada Marighella.
Essa separação entre “diretoria” e “torcida organizada”, tendo a segunda o papel de cobrar e fiscalizar quem quer que esteja ocupando a primeira, é fundamental para que algumas promessas não sejam esquecidas pelos eleitos ao chegarem ao poder.
Saudações rubro-negras e revolucionárias,
Brigada Marighella
Com isso, colocamo-nos também enquanto defensores intransigentes da democratização e da popularização do Vitória, entendendo que essa defesa vai além de um processo eleitoral: é uma luta cotidiana e permanente.
Dito isso, a Brigada Marighella delibera que seus membros estão liberados para apoiar e participar de qualquer uma das chapas. Essa posição repete a das últimas eleições, portanto a atuação ou apoio dos membros em qualquer pleito não está e nunca esteve vinculada à existência da Brigada Marighella.
Essa separação entre “diretoria” e “torcida organizada”, tendo a segunda o papel de cobrar e fiscalizar quem quer que esteja ocupando a primeira, é fundamental para que algumas promessas não sejam esquecidas pelos eleitos ao chegarem ao poder.
Saudações rubro-negras e revolucionárias,
Brigada Marighella
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
Um chamado contra a privatização da Fonte Nova
A Fonte Nova é a história do futebol baiano. Mais do que isso: a Fonte Nova é a história do esporte na Bahia. Naquele pedaço de chão, naquele m2 de terra, o esporte baiano se consolidou e apareceu para o mundo em diversas modalidades.
A Fonte Nova também é o grande palco da maior rivalidade do Nordeste. Foi ali que Vitória e Bahia entenderam o significado exato da palavra “rivais” e ambos construíram momentos significativas das suas respectivas histórias.
Quando o vice-presidente do Bahia diz que a "o Bahia é a Bahia" ele despreza que a maior parte dos baianos não torce para o seu clube, mas todos pagam pela manutenção daquele equipamento. Isso faz da Fonte Nova propriedade de todos os baianos, sejam eles rubro-negros, tricolores ou sequer gostem de futebol.
Apesar disso, o Governo do Estado, desde a gestão de Jaques Wagner, privilegia claramente o Esporte Clube Bahia, desprezando princípios do Direito Público como o da impessoalidade (que diz que o Estado não deve ser um ente privado, ou agir para privilegiar algo ou alguém em detrimento da coletividade) ou o da eficiência (que se refere a forma mais eficiente de usar o dinheiro público). Jaques Wagner reformou às pressas o Estádio Metropolitano de Pituaçu para atender o Bahia, mesmo sabendo que havia um projeto bilionário para a reconstrução da velha Fonte. Milhões foram gastos e hoje Pituaçu é um elefante branco, abandonado e deteriorado.
Desde que os entes públicos intervieram politicamente no Bahia, as relações entre Governo do Estado, Prefeitura Municipal e o próprio clube estão cada vez mais estreitas e pouco éticas. Entre justificativas irrazoáveis e tergiversações, tanto o Bahia quanto o Governo do Estado fogem do centro do debate, alegando que a Arena precisa do Bahia para funcionar. Mentira descabida! O governo do estado paga quase 170 milhões por ano para o consórcio que construiu e mantem o equipamento.
O que ocorre na prática é que desde a eleição de Bellintani, notável político com bom trânsito entre o Governo do Estado e a Prefeitura, entre o PT e o DEM – pois surgiu enquanto figura pública quando era secretário municipal de ACM Neto e hoje é um dos possíveis candidatos a prefeito de Salvador abençoado por Rui Costa – as benesses em favor do Bahia se acumulam.
O contrato da Arena Fonte Nova firmado entre o consórcio OAS/Odebrecht e o Governo do Estado prevê claramente que o equipamento não pode ser descaracterizado em função de entidade A ou B, o que incluía a proibição de alterar a identidade visual do estádio. Mesmo diante dessas restrições, hoje aos olhos de qualquer desavisado aquele é um estádio privado que, por fim, acaba de ganhar uma loja e ganhará em breve um museu, todos destinados a um único clube de futebol.
Nós da Brigada Marighella, do Vitória Popular e muitos outros torcedores do Vitória espalhados pelo estado nos levantamos contra a tentativa de fusão entre o aparelho de Estado (seus equipamentos e seus espaços de poder) e o Esporte Clube Bahia, transformando autoritariamente o segundo em representante de toda uma coletividade e apagando assim a tantas outras histórias.
Reginaldo Hollyfield, Acelino Popó, Rodrigo Minotauro, Miraildes Formiga, Ricardo Alex Santos, Isaquias Queiroz, Robson Conceição, Mônica Veloso, A.A. da Bahia, EC Ypiranga, Galícia Esporte Clube, Associação Desportiva Leonico, além dos clubes do interior do estado e tantas outras entidades e personalidades esportivas, incluindo a diretoria do Esporte Clube Vitória, devem se juntar a nós nessa luta em defesa do maior patrimônio esportivo baiano.
NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA FONTE NOVA!
Brigada Marighella e Vitória Popular
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
Nota contra o possível patrocínio da Havan
A crítica a esse suposto patrocínio transcende a questão partidária. A estratégia de oportunistas como o Luciano é entrar no futebol. Coube então ao governo federal tirar subitamente o patrocínio da Caixa, e deixar os clubes reféns de qualquer miséria. Mais ainda no Nordeste, onde precisam diminuir sua rejeição. O alvo da vez é o Vitória, dono de uma das maiores torcidas da região que rejeita o bolsonarismo, mas hoje desiludida e humilhada ao ponto de muitos comemorarem uma merreca de patrocínio vindo da Havan.
A torcida do Vitória hoje se encontra desesperada, em busca de algo ou alguém que ajude a minimizar problemas oriundos de gestões irresponsáveis e desonestas com suas obrigações perante o clube. Recentemente adotamos em nosso clube princípios como a democracia, com isso não devemos estar associados a uma empresa que não agrega valor a marca do ECV, muito pelo contrário, e não pactua dos mesmos princípios do clube. Associar o Vitória a Havan pode trazer prejuízos irreparáveis à imagem da nossa instituição e não ajudará a resolver o problema financeiro do clube.
O Esporte Clube Vitória é maior que esse patrocínio! Havan no Vitória, NÃO!!
Brigada Marighella
terça-feira, 25 de dezembro de 2018
Brigada Marighella contra o fascismo - #EleNão
Torcer nas arquibancadas brasileiras tornou-se, ao longo da história, uma forma de resistência. Pobres, mulheres, negros, gays, nordestinos e tantos outros grupos resignificam as trajetórias dos seus clubes soltando o grito da garganta e abraçando, na hora do gol, aqueles que poderiam ser seus algozes em outros contextos.
Tal cultura torcedora tem um efeito transformador inestimável, pois constrói laços entre os que estão distantes e nos faz caminhar para uma noção de humanidade diversa, plural e inclusiva.
Todavia, vivemos um momento em que esta cultura sofre sérias ameaças em muitos lugares do mundo, principalmente no Brasil, um país que traçou, no passado, dentro e fora de campo, a possibilidade de um futebol que represente aqueles e aquelas que vêm de baixo.
O fascismo articulado com o neoliberalismo, racismo, misoginia, lgbtfobia e todas as formas de discriminação está a solta e tem como representante maior na atualidade o candidato à presidência da república Jair Bolsonaro.
Nós da Brigada Marighella, grupo de torcedores e torcedoras antifascista do Esporte Clube Vitória, vemos nele um risco à trajetória popular redesenhada pelo clube ao longo da sua história e fortalecida com o Barradão, um estádio encravado na periferia, que mudou a nossa história e da população ao seu redor.
Repudiar Bolsonaro é uma forma de refletirmos não apenas enquanto torcida, mas enquanto sociedade, almejar um futuro de dignidade e democracia em que as mulheres sejam cada vez mais respeitada e tenham voz em todos os espaços que seus corpos ocuparem, principalmente, no nosso caso, dentro do futebol.
#EleNão #TorcidasContraOFascismo
Brigada Marighella
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
No campo da luta, somos as/os melhores!
A Brigada Marighella repudia veementemente a ação do deputado federal e conselheiro do Esporte Clube Vitória, José Rocha (PR) de associar a imagem do Vitória ao presidente Jair Messias Bolsonaro.
José Rocha tem histórico de usar a imagem do clube para interesses próprios dentro da política. Quando presidente do clube, em 1986, chegou a usar as cores e o nome do Vitória em sua campanha política, afim de se eleger, e agora usa simbolicamente a camisa do Vitória para selar sua aliança com o novo governo.
O Esporte Clube Vitória manda seus jogos no Manoel Barradas, localizado em Canabrava, periferia de Salvador.
Estar nesse território inseriu torcedores oriundos das classes mais populares para dentro do estádio; seja nos jogos, seja na relação institucional do clube com o bairro através de projetos sociais.
Para as torcidas de todos os times o governo de Jair Bolsonaro é um retrocesso, seja porque seu partido defende o fim das torcidas organizadas, pois as consideram como organizações criminosas, como expressado pelo deputado federal Major Olímpio (PSL-SP), seja por que retira direitos do povo, e não entende o esporte como importante para a formação cidadã dos jovens que, muitas vezes, sem perspectivas, ficam à mercê de alternativas de risco a exemplo do tráfico de drogas.
O fim do Ministério do Esporte apenas ratifica o mau caratismo deste futuro presidente, que posa de torcida em torcida, mas na prática defende um projeto que o esporte não tem vez.
Para Bolsonaro é mais importante armas na mão que bola nos pés.
#ZeRochaRespeiteoECV
#VoltaMinisteriodoEsporte
#EsporteSimArmasNao
Brigada Marighella - Torcida Antifascismo do Esporte Clube Vitória
Assinar:
Postagens (Atom)








