segunda-feira, 26 de março de 2018
Nota de repúdio ao novo vídeo divulgado pelo jogador Vinícius do Esporte Clube Bahia
Nós, torcedoras e torcedores da Brigada Marighella do Esporte Clube Vitória, afirmamos que mais uma vez o jogador mencionado age em tom de violência, de deboche, e de forma desrespeitosa às mulheres, mostrando-se sem nenhum pudor sobre seus atos. Como todas e todos sabem, o primeiro vídeo ocorreu às vésperas do primeiro clássico e foi circulado em redes sociais. Agora, reta final de um campeonato baiano em mais um clássico, as cenas se repetem.
A nossa indignação vem somada às não respostas de certas representações formais como a diretoria do time rival, da justiça e da mídia. Quando estas se mostram ausentes, além de dar legitimidade a tais atitudes, continua-se a reproduzir o machismo com afirmação sem precedentes do que nos é simbolicamente impostos desde sempre: espaços de subserviência, subalternidade e abuso sexual, afinal de contas, o que seria "traçar a mãe deles" senão a denotação explícita da dominação masculina?
Ao contrário do que é falado constantemente do modelo atual de futebol como um não espaço para manifestações políticas -- em tempos de golpe e barbárie, expor qualquer opinião contrária à (des)ordem é uma afronta --, nós acreditamos e fortalecemos outros pensamentos. Acreditamos que como um espaço de ocupação popular e dispostas de pensamentos, é preciso a todo instante mostrar e reafirmar nossas pautas.Todo espaço coletivo é político e tornar explícitas essas posições é uma questão de honestidade moral e intelectual. A cada dia as mulheres passam a ocupar espaços antes negados, como as próprias arquibancadas dos estádios de futebol. Esse caminho não tem volta.
E por tal, precisamos rever as posturas de pessoas que estão ali para representar a nossa paixão (o time).
Como continuar andando num ambiente com frases proferidas que estimulam a violência sexual contra mulheres? Como ir a um estádio onde os olhares são a todo instante fitados nas vestimentas femininas, no corpo feminino? Jamais aceitamos e continuaremos lutando contra a violência sexual e a desumanização das mulheres. Exigimos um posicionamento público das diretorias do Esporte Clube Vitória e principalmente do Esporte Clube Bahia, além de punição ao jogador citado pelas violências cometidas em sua fala registrada em vídeo do Vinícius Goes Barbosa de Souza.
Brigada Marighella e Brigada Dandara
Nem perdoaremos, nem esqueceremos!
#MarielleVive
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
Eleições no EC Vitória: a torcida precisa cobrar dos candidatos!
Ufa, ficamos! A sensação na torcida do Vitória é somente uma: alívio. E, apesar de tudo, estamos na Série A do Campeonato Brasileiro de 2018. Mas a torcida também sabe que não precisávamos passar por tanto sofrimento e que podemos muito mais do que lutar para não ser rebaixados. Foi a incompetência das últimas diretorias a culpada pelo sufoco e decepções, todos nós sabemos. E é por conta disso que nas eleições que se aproximam, para escolher o futuro presidente do EC Vitória, os/as associados/as devem escolher um candidato que se comprometa ser mais eficiente, menos amador, mais capaz de administrar o clube.
Nós concordamos, pois também queremos um time vencedor. Entretanto, pedimos à torcida que não se esqueça de outra coisa. Não podemos retroceder na única grande conquista dos anos de aperto: a democratização do clube. É graças a esta democratização que o clube passa a ser do/a seu/sua torcedor/a, e poderemos agora escolher entre os candidatos e, se for o caso, tirá-los se não estiverem fazendo um bom trabalho ou usando do clube para alcançar fins escusos. É graças a ela, a democracia, que poderemos participar desse curto período eleitoral, e os candidatos terão que vir até nós para prometer algo em troca do nosso voto. Portanto, o futuro presidente não será mais uma vez escolhido às portas fechadas por conselheiros que não representam a diversidade da massa rubro-negra.
Alguns propagam que entre democracia e títulos, ficam com o segundo. Nada mais falso! A democracia já mostrou ser uma forma de gestão muitíssimo mais eficiente do que as gestões autocráticas e ditaduras. A democracia, mesmo que ela seja limitada, permite que nossas opiniões sejam ditas e que exijamos formas de controle sobre os administradores/governantes. Sem os mecanismos democráticos, estaríamos muito mais ferrados no Vitória, no país, no mundo! Ampliar a democracia no Vitória é tornar do clube uma organização mais eficiente.
Pois bem, a Brigada Marighella luta pela democratização do Vitória desde sua origem e gostaríamos de convidar a torcida para fazer o mesmo junto com a gente e tantos outros. Cobre dos candidatos o compromisso com a abertura do clube, mas cobre propostas concretas, nada de palavras vazias. O que os candidatos tem a nos oferecer? Como participaremos das decisões importantes no EC Vitória de agora para frente? Qual poder e relevância terão os/as associados/as e torcedores/as caso A ou B vença as eleições?
Além disso, acreditamos que um time democrático é também um time popular. Precisamos cobrar dos candidatos respostas concretas a respeito, por exemplo, do Barradão. O Barradão mudou a história do Vitória e graças a ele somos um time com a torcida presente em todos os bairros de Salvador, principalmente os mais pobres. Estamos em todo o estado e o Vitória já não joga sozinho por mais distante que esteja sendo o jogo. Não queremos que façam do Barradão uma arena fria, elitista, segregadora e com ingressos caros. O Barradão é o lugar de festa, da alegria, da comunhão entre rubro-negros/as e, sempre, dos que se sacrificam para poder acompanhar um jogo do nosso time. Abrir mão do caráter popular do Barradão seria voltar para o passado no qual só os ricos torciam para o Vitória. O que os candidatos pretendem fazer com o Barradão e como pretendem ampliar a participação de todos/as os/as torcedores/as no estádio? É preciso que respondam desde já, de forma objetiva.
Torcedor/a do Vitória: é hora de cobrar! Candidatos, queremos propostas concretas!
Brigada Marighella
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Futebol e polítca: uma relação brasileira mais que explícita
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| Santinhos de ex-jogadores e esportistas nas eleições gerais de 1986. |
"Futebol e política (e religião) não se discutem", assim diz um famoso mantra nacional. O fato é que a relação do futebol com a política no Brasil transcende gerações e antecede o discurso de que não se deve misturar o esporte bretão a política. No Vitória em específico a política sempre esteve presente na vida do clube. Desde sua fundação até a década atual não faltou no conselho do clube políticos entre a dirigência e o conselho do Leão da Barra. O fato vivenciado no rubro-negro ao longo dos seus 118 anos faz também parte de outros diversos clubes do futebol nacional. De Norte a Sul a cartolagem política se fez presente no esporte mais querido da nação, seja por paixão ou promoção eleitoral.
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
REPÚDIO A MAIS UM CASO DE RACISMO NO FUTEBOL BAIANO
No último clássico entre Bahia e Vitória, no dia 22 de outubro, nos deparamos com mais um caso de racismo no futebol baiano. Dessa vez, foi o atacante rubro-negro Santiago Tréllez que foi acusado de proferir palavras que abalaram o meio campo tricolor, Renê Santos. Nós, membros da torcida antifascista e antirracista Brigada Marighella, repudiamos o fato, e reivindicamos que os dois clubes tratem a situação por meio de pessoas devidamente qualificadas para abordar casos de racismo, envolvendo pedagogias e especialistas que possam primordialmente cuidar da vítima e evitar a perpetuação desses casos. O enfrentamento ao discurso de ódio, seja qual for, não se dá meramente por mecanismos punitivista, principalmente no atual sistema judiciário brasileiro.
Casos de racismo têm sido colocados à tona recentemente no futebol baiano, e enfrentam o persistente mito de que aqui é um "paraíso da democracia racial". Vale lembrar que em 2017 tivemos atos racistas de torcedores que afetaram o meio campo Feijão de Ogun, do Bahia. Também tivemos denúncias de que o zagueiro Lucas Fonseca, do Bahia, proferiu ofensas de cunho racistas ao também zagueiro Kanu do Vitória no primeiro BaxVi do ano, mas não foi sequer discutido pela grande imprensa esportiva. Nessa segunda situação, se pessoas capacitadas fossem convidadas a se pronunciar por meio da imprensa, ou discutir internamente nos clubes, teríamos menos chances de uma repetição agora.
O futebol, algo chave para forjar uma identidade baiana a partir do século XX, não ficou de fora das chagas de uma região que fora um polo escravista internacional durante quase quatrocentos anos. Os seus dois principais clubes, Bahia e Vitória, são originários de elites posteriormente incumbidas de implementar estratégias de branqueamento na nossa sociedade. Nos seus anos primeiros, o futebol baiano testemunhou diversas expressões desse processo, como a proibição da prática do futebol popular nas ruas.
O racismo também estava expresso no estatuto do clube Yankee, que proibia negros e trabalhadores braçais no seu quadro de associados. Ou mesmo as diversas cisões das ligas desportivas, onde o próprio Victória e o Bahiano de Tênis (origem do atual E.C. Bahia) se negaram a atuar nos mesmos certames que clubes de origem negra e popular. Porém, ambos, tornaram-se paulatinamente clubes que arrebatam multidões negras, e tiveram que tecer estratégias de ocultamento dos seus conflitos raciais, com ajuda da grande imprensa. Nada diferente do conjunto da sociedade baiana.
Vivemos em uma terra na qual determinados códigos racistas são naturalizados a fim de manter a imensa desigualdade entre negros e brancos - usar o termo "neguinho" num contexto pejorativo, é um absurdo comum da nossa gramática-, mas que não conseguem escapatória ao se fazer uma leitura apurada das estatísticas, haja vista os dados de encarceramento e os de homicídios. São códigos que se interseccionam profundamente com questões de classe e gênero no nosso dia a dia, e no futebol se refletem nos corpos e concepções que controlam as suas diretorias e processos políticos, no atual modelo de gentrificação dos estádios e arenas, e todas as formas de coisificação do torcedor.
No caso mais recente, ao que as evidências indicam, Tréllez saiu de códigos naturalizados aqui, chamando Renê de macaco. Depois, para negar a ofensa, engendrou códigos de uma sociedade com semelhanças à Colômbia, seu país de origem, onde a presença negra e a miscigenação são significativas, e enfatizou a sua herança paterna e um autorreconhecimento negro. No fim, ele não nega ter chamado Renê de macaco. Sabemos que não falta no Brasil, principalmente na Bahia, gente racista que sempre utiliza argumentos como estes a fim de não enfrentar o racismo. O racismo brasileiro é tão perverso que até a tipificação criminal nesses casos de ofensas têm se demonstrado um aliado, pois, ao não chegar às vias de uma condenação, abre-se possibilidade para negar o ocorrido. Não há nada de sutil no racismo no Brasil ou qualquer outro país da América Latina.
Vimos nos representantes dos dois clubes, e na grande imprensa, atos que demonstram incapacidade de tratar do problema. Técnicos, jogadores e dirigentes, dos dois lados, não conseguiram captar a profundidade da indignação de Renê Santos, e consequentemente não ofereceram leituras, atos e propostas consistentes para o problema. Levaríamos muitas linhas para problematizar cada resposta ao ocorrido de Carpegiani, Wallace, Mancini e Marcelo Santana. Dizer-se contrário ao racismo é apenas um passo. Temos que enfrentar também as estruturas que o perpetuam nas suas ambiguidades, a falsa meritocracia, e a expropiação da cultura negra. Discursos de ocasião não ajudam muita coisa. Muito menos criar uma ilusão que são casos excepcionais a fim de tapar as chagas do racismo presente no passado e presente dos dois clubes.
No caso do Vitória, nosso papel de apontar responsabilidades é ainda maior, pois somos torcedores desse clube. Foi lamentável a atitude do presidente em exercício Agenor Gordilho em tentar amenizar a situação. Nos fez recordar a sua herança, quando o chefe de Polícia Pedro Azevedo Gordilho, perseguia capoeiras, sambistas e praticantes de religiões afro-brasileiras entre os anos 1920 e 1930 em Salvador. Espera-se uma atitude mais objetiva deste e demais dirigentes do clube para não repetirmos ações como a do ex-presidente Paulo Carneiro, que proferiu ofensas racistas ao goleiro Felipe em 2005, e utilizou as mesmas desculpas de Tréllez.
Força, Renê!
Salvador, 23 de outubro de 2017.
Brigada Marighella
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Popó... o artilheiro baiano que driblou o racismo
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| Popó pela Seleção Bahiana em 1934. |
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| Um esboço do Craque do Povo com a camisa do Ypiranga. |
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Nota de apoio às ocupações em todo o Brasil
A Brigada Marighella, torcida de esquerda do Esporte Clube Vitória, manifesta apoio as ocupações de Escolas, Universidades e Institutos Federais que ocorrem por todo o Brasil em decorrência das medidas autoritárias, do governo golpista e ilegítimo de Michel (Fora) Temer, que atacam direitos dos trabalhadores e retiram recursos de áreas essenciais. O congelamento dos investimentos dos recursos federais na saúde e educação durante 20 anos atingirão de forma cruel a maior e mais sensível parcela da população brasileira.
Estudantes em todo o Brasil organizados por suas entidades de Base, diante dessas medidas trágicas, tem dado uma lição de bravura e coragem ocupando esses espaços para defender uma educação pública, gratuita, inclusiva, de qualidade e com recursos garantidos pelo Estado; enfrentando forte perseguição e intimidação que violam direitos fundamentais do Estado Democrático de Direito. Nós da brigada Marighela convocamos a tod@s a estarem juntos nessa luta. Ocupar e resistir!
Nem esqueceremos, Nem perdoaremos!
#OcupaTudo #NaoaPEC241 #NenhumDireitoAMenos #ForaMundico
Brigada Marighella
sábado, 15 de outubro de 2016
Paul Robeson... de esportista a ativista
É evidente que os movimentos de cunho anti-racista nos Estados Unidos do século XX foram bastante influenciados pelo socialismo. Os conflitos raciais que se acentuavam no começo da era novecentista se estenderam por longas décadas, tendo seu ápice com as manifestações de Luther King e os Panteras Negras. Muito antes disso, revoltas como a Rebelião de Omaha foram marcos da história estadunidense, e numa época onde a população negra era segregada, tendo de se ater aos padrões da sociedade americana, um afro-americano de Princeton foi em contrapartida de todo o nacionalismo, destacando-se pela luta de direitos civis.
Paul Robeson nasceu em Princeton em abril de 1898, sendo o caçula de cinco irmãos. Filho de um ex-escravo fugitivo e de uma mãe que vinha de uma família abolicionista, aos 17 anos ele ganha uma bolsa de estudos na Universidade de Rutgers, na qual praticou esportes como beisebol, basquete e atletismo. Dali sofrera com o racismo dos colegas de equipe, embora ele tenha atuado por duas equipes de futebol americano, a Akron Pros e a Milwaukee Badgers. No entanto, seu nome só foi introduzido no salão de futebol da faculdade cerca de vinte anos após a sua morte.
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| Como jogador de futebol americano na época de faculdade. |
Como estudante da Faculdade de Direito de Columbia, Robeson conheceu Eslanda Cordoza, com que se casou. Eslanda também negra, foi pioneira ao ser a primeira afro-americana a dirigir um laboratório de patologia. O marido por sua vez, já trabalhando como ator, viria a ser o primeiro negro a interpretar o papel de Otelo, na peça de Shakespeare. Acontece que enquanto trabalhava com a advocacia, o ex-esportista foi desacatado por um secretário branco e passou a trabalhar com artes para difundir a cultura africana e afro-americana. Sendo assim, entre as décadas de 1920 e 1930, ele atuou em diversos filmes e chegou até a ser condecorado como melhor ator em um festival de 1944. Ao viver na Europa no fim dos anos 20, ele constatou que o racismo não era algo tão feroz no Velho Continente como era em seu país natal.
O fato alertou Robeson para as adversidades que o racismo trazia. Foi dessa forma que ele ingressou no ativismo político, apoiando o Pan-africanismo no auge de sua carreira artística, cantando em prol de movimentos sociais e de trabalhadores em 25 línguas pelos EUA, URSS, África e Europa. Com o sentimento antifascista, ele mantinha amizade com a anarquista Emma Goldman e chegou a doar a renda de um festival para povos judeus refugiados do nazismo. Em 1937 participou de um comício antifascista na Guerra Civil Espanhola onde disse: "O artista deve optar por lutar pela liberdade ou escravidão. Eu fiz minha escolha. Eu não tinha alternativa".
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| Paul Robeson na União Soviética. |
Quando conviveu com soviéticos nos anos 30, Robeson foi tratado com dignidade, tendo sido adorado por moscovitas. Na capital Moscou, ele estudou russo, assim como seu único filho Paul Robeson Jr. que lá morou com a avó. Ele voltara aos Estados Unidos por volta de 1943, época em que se viu discutindo com funcionários do governo americano. Voltado contra o machartismo e as doutrinas de opressão que os cercava, Paul Robeson chegou a ser investigado pelo FBI e teve seu passaporte apreendido em 1950. Isso não o impediu de ser homenageado por soviéticos em 1952 com o Prêmio Lenin da Paz, juntamente com a brasileira Eliza Branco.
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| Robeson em uma festa da embaixada soviética nos EUA, em 1950, quando se comemoravam 33 anos da Revolução Russa. |
Em 1958 escreveu sua autobiografia na qual fez importantes declarações acerca do socialismo, como: "Em muitas ocasiões manifestaram publicamente a minha crença no socialismo científico, a profunda convicção de que para todos a humanidade de uma sociedade socialista representa um avanço para um estágio superior de vida - que é uma forma de sociedade que seja econômica, social, cultural e eticamente superiores a um sistema baseado na produção para o lucro privado... o desenvolvimento da sociedade humana, de tribalismo ao feudalismo, o capitalismo, o socialismo- é provocada pelas necessidades e aspirações da humanidade por uma vida melhor." e também: "A democracia não pode sobreviver em uma América racista".
Paul Robeson veio a falecer em janeiro de 1976 na Filadélfia vítima de um derrame cerebral, onze anos após a morte de sua esposa Elanda.
"Você
Paul Robeson,
defensor do pão do homem,
honra,
luta,
esperança.
Luz do homem,
filho do sol,
o nosso sol,
sol do subúrbio americano
e das neves vermelhas
dos Andes:
você guarda a nossa luz
cante,
camarada,
cante,
irmão da terra,
cante,
bom pai de fogo,
cante para todos nós..." (Ode a Paul Robeson, por Pablo Neruda)
Paul Robeson cantando a versão em inglês da canção russa Polyushko Polye, música criada em plena Guerra Civil Russa:
Robeson cantando o hino da União Soviética em inglês :










